Cafurna

Vem a vontade de desistir de tudo,
Tornei-me uma constante de fracassos,
Traumas em cadeia,
Como um efeito borboleta,
Apenas sigo meu caminho tortuoso
Com meus próprios passos.

Vontade de chutar o pau da barraca,
Não sou como ninguém (nem quero!),
Vontade de partir para nunca mais voltar,
Ando sem rumo,
Sempre na luta profunda
Mais escura que o negrume do mar.

Os poucos que me “ouvem”,
Criticam, fingindo ajuda,
Esvaziam-me, entulhando-me com seus mandamentos,
Machucam-me, esperando de mim o que nunca vou ser,
Minha própria visão escurecem,
O medo  enaltecem,
Meu coração apenas estremece na solidão noturna,
Onde estão meus amigos realmente?
Com certeza não estão nesta cafurna.

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4 pensamentos sobre “Cafurna

  1. roccalex1 disse:

    Cami, parece até que combinamos pois esta sua poesia e a que eu acabei de fazer “Lágrimas” tem muito a ver com o lado sofrido do ser humano.
    Super beijo.

    • Adorei seu acróstico “Lágrimas”, identifiquei-me muito. As pessoas não sabem mais ser humanistas hoje em dia, acabando por apenas criticarem e seguir em frente sem nem ao menos perguntar “Como você está”. É esse o mundo que as pessoas fazem: um mundo egocêntrico onde ninguém liga pra ninguém, onde a dor alheia se torna trabalhosa demais para ajudar.

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