Saudades, tristeza

Saudades, tristeza

Realmente amei,
Conheci as flores e perfumes primaveris,
Mas como todo sonho bom:
A pétala cai junto ao outono,
Do jeito que nunca se esquece,
De um jeito que ninguém quis.

Realmente sorri,
Com as cores e tons ousados,
Agora tão frios e desbotados:
Em sépia vê-se até o lindo arco-íris,
Do jeito que nunca se esquece,
De um jeito que ninguém nunca viu.

Realmente vivi,
Sentindo cada momento eternamente feliz,
Agora nem como lampejos:
A tristeza virou o eterno e eternamente infeliz,
Do jeito como ninguém entende,
De um jeito que nunca quis.

Realmente morri,
Sentindo todo amor antes de ir, um amor tão intenso,
Até o amor que é eterno, faz-se de vida tão terna:
Foi-se e levou até a tristeza a esmo,
De um jeito tão avassalador,
Do jeito que ninguém sentiu.

Realmente quis…
Os tons, as cores, os beijos e lágrimas de um olhar feliz,
Mas até a felicidade se despede e confunde-se com a tristeza:
É tão triste que nem a tristeza ficou,
Do jeito que ninguém nunca quer,
Uma despedida que nunca quis.

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