Ventos da liberdade

Ventos da liberdade,
Sopram teu espiríto livre
Como flores ao mar,
Eis que a paixão vem ardente,
Aprofundar-se em meu mundo,
Dois passos ao oceano confidente
Para mergulhar e amar
Teu espiríto livre
Enquanto ele cá quiser ficar.

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Ventos do destino

Vou caminhar sem rumo
Apenas hoje,
Caminhar em direção
Aos ventos do destino
Que trazem um calor bom:
Aquece a alma,
Espalha a calma…
Vou caminhar
Nos caminhos sem rumo
Apenas hoje, em direção à paixão.

Paixão ao mar

De um ato tão impensado
Surgiu incendiando o peito, a paixão,
Que em toda minha vida efêmera
Guardá-la-ei no coração:

Riso sincero, espelho d’alma,
Desperta desejos intensos e profundos,
Tão bonitos, tão distantes,
Que avistam-se no além-mar.

Perdi-me em teus encantos,
Tão cativantes, tão ardentes,
Calmamente a me conquistar.

Quero de ti mais que sorrisos teus,
Ser tua amiga e amor,
Ser uma paixão correspondida e amar.

 

Perdidos na multidão

Ando pela multidão,
Sorrindo e me despindo do medo,
Buscando clareza para própria escuridão
Que habita o coração desde cedo.

É como um navio naufragando,
Você vive para contar a história,
Ou você morre afogando.
É como um jogo sem vitória,
Sem grandes hérois,
São pequenas escolhas somando.

Numa vida frágil e curta,
As pessoas se importam cada vez menos,
Num mundo cheio de dor e solidão,
Todos se perdem sozinhos numa multidão.

Ando pela multidão
Sorrindo e me despindo da ignorância,
Tentando achar o caminho
Para conhecer cada um e sua escuridão.

Oceano

Eu tento pintar o brilho das águas
De um oceano profundo,
Mas o que me cativa não está na superfície.

Eu tento me ligar às pessoas,
Mas tudo o que vejo são emoções superficiais
Escondendo seus pecados nada especiais.

E me perco.

Eu tento mergulhar, mas é tão raso.
Tento me interessar, mas é tão frívolo.

E me perco,
Eu quero me perder
E pintar o que está no fundo do oceano,
Um ‘pronfundo’ que me mantenha,
Um profano que eu queira toda madrugada,
Sem exageros e sem ‘vez em quando’
Um ‘profundo’ que me afogue em seu oceano.

Estranho amor

Como você pôde me desarmar
Da minha companheira solidão
Com tua intensa paixão?

Como você pôde me encantar
E cantar ao pé do ouvido,
Cativando-me com teu olhar
De tons de folhas e mar.

Como você se atreve
A roubar meu coração e ir?
Como você se atreve
A me fazer te amar e ir? (Ir de volta para casa).

Como você pôde me beijar
E arrebatar todo meu chão
Com teu estranho amor e ir?

Um momento só nosso que eu quero eternizar,
(Um estranho amor que precisa ir…)
Uma saudade fiel que me faz chorar,
Um estranho amor que preciso deixar ir…